Há várias formas de Deus falar e se relacionar com o homem. Entre as quais, podemos mencionar: os sonhos, as revelações e as visões. Jó 33.14,15 retrata a assertiva anterior. Embora saibamos que a expressão máxima da revelação divina ao homem seja o seu Filho Jesus, e que Deus fala pelo Filho (Hb 1.1,2), o Senhor ainda fala através de sonhos e visões. Assim, uma das finalidades das visões é comunicar ou revelar a vontade do Senhor (At 10.10-17a). Visão é uma experiência sobrenatural ou extrafísica. Enfim, podemos afirmar que Deus compartilhou com o apóstolo Paulo as seguintes visões:
1. Visão salvadora (At 9.1-6, 27). No caminho de Damasco, Jesus se apresentou a Paulo. Dessa forma, Paulo viu o Senhor, Paulo viu o Salvador. Não dá para não ser salvo quando Jesus se apresenta a alguém. Paulo teve uma visão salvadora no caminho de Damasco, embora tivesse outro propósito com aquela viagem. O propósito do Senhor Jesus prevaleceu sobre o propósito ameaçador e perseguidor de Paulo (2 Tm 1.9). Jesus mudou o destino de Paulo após manifestar-se a ele e conferir-lhe uma visão salvadora. Agora, Paulo estava preso a esta poderosa salvação.
2. Visão definidora da chamada ou da missão (At 9.10, 12, 15). Neste mesmo contexto, surge um personagem chamado Ananias, que também recebeu do Senhor uma visão a respeito de Saulo (v. 10). Aliás, o Senhor já havia mostrado também para Saulo em visão um encontro com um homem chamado Ananias (v. 12). Neste caso, Deus deu duas visões a dois homens para promover o encontro deles e cumprir assim o propósito divino. Ademais, a despeito de todas as notícias concernentes a Saulo (v. 13), o Senhor falou a Ananias que Saulo era um vaso escolhido para levar o seu nome aos gentios, reis e filhos de Israel (v. 15). Assim, através dessa visão, a chamada ou a missão de Paulo foi definida: ele seria um vaso de honra (At 26.16). Paulo entendeu muito bem a metáfora do vaso, e retratou isso na sua segunda carta aos coríntios, quando disse: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barros...” (2 Co 4.7). Também citou em outra passagem a figura do vaso para ensinar seu filho na fé, Timóteo, a respeito da obra de Deus (2 Tm 2.20,21).
Leia a matéria completa na edição nº 3.
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